"O que Deus uniu, que não separe o homem" (Mc 10:9)

E, assim, se alguém está em Cristo, é NOVA CRIATURA; as coisas antigas já passaram;
eis que se fizeram novas. (2 Coríntios 5.17)


O mundo deu voltas e voltas e finalmente resolvemos parar de lutar contra os propósitos de Deus. O que a maioria das pessoas na nossa igreja não sabem é que nós fomos namorados antes de estarmos na presença de Deus, de 2004 a 2006. Era um relacionamento conturbado, cheio de brigas, ciúmes, traições, agressões verbais e físicas. Como a maioria dos relacionamentos que nós vemos no mundo ao qual nós pertencíamos. Terminamos e cada um seguiu o seu rumo mergulhando em uma vida de frustração, cada um à sua maneira. Ficamos 2 anos sem contato algum. A maneira que eu encontrava para tentar esquecê-la era forçando o meu coração a ter ódio dela. Sem sucesso, é claro.


No final de 2008 Deus se encarregou de cruzar os nossos caminhos novamente. Nessa época eu estava vivendo o auge do meu vazio interior e a mais densa escuridão. O que começou a fazer toda diferença foi que eu vi muita luz nela. O semblante, o sorriso, o olhar, o modo de falar, de se vestir, de enxergar o mundo, enfim, a LUZ E A PAZ que eu vi nela me chamaram muito a atenção. Só que quando ela começou a me contar como era a conduta de uma pessoa cristã, eu recuei. O preço era muito alto pra mim que era escravo dos prazeres. Digo cristão de verdade, porque a maioria dos que se dizem cristãos não sabem absolutamente nada sobre relacionamento com Deus e vivem as suas vidas como bem entendem, acompanhando os modismos desse mundo sujo e totalmente alienados à vontade do Pai.

E assim eu continuei, fazendo a vontade da minha carne. Sofrendo, lutando contra a vontade de Deus e buscando a felicidade pela força do meu próprio braço. Não demorou muito, um belo dia voltando de mais uma das minhas “aventuras suicidas”, dentro do ônibus eu senti o meu coração em aperto, me sufocando. Era o auge da minha angústia. Então eu peguei o celular e queria ligar pra ela falando que não dava mais pra viver daquele jeito e que eu ia começar a frequentar à igreja. Só que eu lembrei que àquela hora ela estava no trabalho, então preferi deixar pra ligar à noite. Quando eu coloquei o celular no bolso ele vibrou na mesma hora. Era um torpedo dela falando que ia ter uma vigília do grupo jovem no dia seguinte. Olha como isso é forte! Era o próprio Deus me resgatando. Depois daquela vigília a minha vida nunca mais foi a mesma. Era o dia 25/04/2009. Uma semana depois eu parei de fumar e nunca mais coloquei um cigarro na boca. Fumei dos 15 aos 25 anos e tentei várias e várias vezes parar sem sucesso. Passei a dormir como uma criança, ter paz de espírito e aos poucos fui me libertando, matando a velha criatura, buscando conhecer a Deus mais e mais.

Confesso que no início da jornada eu alimentava a esperança de ficarmos juntos novamente, mas não que eu tenha ido pra igreja por causa dela. Só que muita coisa aconteceu. Por ela fazer parte do grupo de evangelização e eu do grupo jovem fomos ficando muito distantes um do outro. Isso me incomodava bastante, mas hoje vejo que foi bom para ambos, pois eu precisava ter as minhas próprias experiências e construir o meu relacionamento com Deus. Aos poucos eu fui aprendendo a caminhar com as minhas próprias pernas e ela foi se distanciando cada vez mais. No início ainda nos falávamos por telefone com certa freqüência, mas até isso com o passar do tempo foi deixando de acontecer. O balde de água fria foi uma vez que ela me disse que seria melhor nós não mantermos mais contato porque ela estava “conversando” com um pastor. Era como se nós estivéssemos vivendo no mesmo mundo só que ela em um país e eu em outro. Ela ficou tão “bitolada” no mundo dela que ela deixou de acompanhar o crescimento da “ovelhinha”. Com o passar do tempo eu comecei a achar que talvez o propósito de Deus não fosse que nós ficássemos juntos, e que Ele poderia somente ter usado a vida dela pra me trazer até Ele, e nada mais.
Então eu comecei a TENTAR tirá-la do meu coração. Aprendi a viver pela fé e entendi que Deus é tão infinitamente poderoso que colocaria no meu caminho outra pessoa até melhor do que ela no momento oportuno. Comecei a forçar o meu coração a acreditar na mentira de que não amava mais ela. Eu achava que uma hora ia acabar colando... rs

Porém toda vez que alguém me perguntava se eu ainda gostava dela, eu dizia que não. Só que lá dentro eu sabia que isso não era verdade. A minha tia Teca era uma que adorava fazer essa pergunta. Ela fingia que acreditava, mas eu via nos olhos dela que não. Quase todas as pessoas que nos conheceram na época da “vida antiga” e todas as pessoas para as quais eu contava a história na íntegra diziam que nós iríamos acabar juntos. Assim como nas novelas as pessoas torcem pelo final feliz, era como se nessa novela faltasse luz no último capítulo. A história estava incompleta, sem sentido, sem pé nem cabeça. Basta pararmos pra analisar quantas pessoas chegam na igreja lutando pela conversão de um ente querido, do filho, do marido, da esposa e amargam duras experiências. No nosso caso Deus tinha convertido as duas criaturas e realmente não fazia sentido que cada um fosse para um lado.

E assim o meu amor teve as suas experiências com Deus e amadureceu. A ovelhinha também. rsrs

Deus ainda tinha muitas coisas para moldar no caráter dos dois. Finalmente ela começou a entender o propósito de Deus para a vida dela e parou de resistir. Ela não foi pro grupo jovem por minha causa, afinal de contas o próprio pr. André falava pra ela que ela tinha a cara do Força Jovem e dar muito fruto por lá. Não só ele, como muitas outras pessoas. E então, ela começou a dar ouvidos à voz do Espírito Santo. No convívio com o grupo ela redescobriu a alegria de servir a Deus cuidando dos jovens, FORMANDO O FUTURO. E começou a enxergar também o quanto a ovelhinha tinha crescido e agora pela misericórdia de Deus era obreiro e líder de uma das principais tribos da catedral.

Eu por minha vez comecei a enxergá-la novamente com outros olhos. Eu vi aquela mesma luz que eu vi da vez que nós nos reencontramos e isso começou a mexer muito comigo. Ela havia se tornado humilde, submissa, disposta a ajudar e tava se adaptando como uma luva no trabalho da tribo. 
Não tinha mais como fugir.
FOMOS FEITOS UM PARA O OUTRO.




Fonte: Facebook Pessoal da
Eduarda & Alexandre Romero .:. IURD/RJ

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