Em caminhos desertos...


“[...] Não parecia que o nosso coração queimava dentro do peito quando Ele[Jesus] nos falava na estrada e nos explicava as Escrituras Sagradas?”
Lucas 24:32


Quando nós aprendemos a depender totalmente de Deus, algumas transformações incríveis acontecem em nossa maneira de pensar, de sentir, de ver, de agir...

Aprendemos que julgamentos de pessoas são sempre inconvenientes, pois uma vez que desconhecemos os motivos e as condições reais dos corações dos outros, quase sempre exercemos injustiças julgando-os. Por isso, aprendemos também a ouvir, analisar e tentar compreender, julgando a atitude sem diminuir a pessoa, pois esta não passa de alguém tão amada por Deus como nós e tão digna de misericórdia divina como nós.

Aprendemos que calar muitas vezes é a maneira de gritar mais alto, e que o tempo se encarregará de ecoar esse grito pelos horizontes da verdade. Aprendemos que parar muitas vezes é uma atitude de extrema sabedoria, e não de comodismo, fraqueza ou fracasso.


E aprendemos essas coisas porque aprendemos a esperar por Deus, pelo Seu tempo, pela Sua perfeita, boa e agradável vontade, pela Sua justiça, pela Sua providência, que embora pareçam tardias, sempre chegam embrulhadas no belíssimo papel da graça, enlaçados com a fita vermelha do sublime amor do Senhor, que Se manifesta incrivelmente a todo instante desde os grandes milagres da vida até os seus eventos mais singelos. E tudo isso acontece exatamente no momento em que deve ser.

Aprendemos que ser feliz não significa ter coisas, nem uma estante cheia de títulos e troféus, tampouco uma quantidade significativa de pessoas ao nosso redor. Ser feliz implica em primeiramente ter preenchido o vazio da nossa existência, que tem o tamanho exato de Jesus.

E implica permitir que essa presença (do Senhor) nos ensine a crescer com momentos bons, quando nossas redes ficam prestes a se romper pela cortesia do mar em nos servir com seu melhor, ou com momentos maus, quando as águas se turvam e põem à prova a nossa fé e caráter. Nessas horas, se temos Deus no controle, aprendemos que a fúria do mar vem fazer de nós bons marinheiros, enquanto o Divino Capitão conduz em segurança o nosso barquinho até o cais.

Aprendemos que não basta ser gente. É preciso ser humano. E para isso também aprendemos a buscar na pessoa gentil e íntegra do Homem de Nazaré os primeiros exemplos que Ele nos deixou e que devem ser continuados por nós, em nossa relação com Deus, com o próximo e com nós mesmos.

Aprendemos que podemos ter tudo nessa vida, inclusive o próprio Jesus. Mas se Jesus não nos tem, se nosso ego ainda é o nosso senhor, então somos, na verdade, os mais pobres e incompletos seres do mundo.

E aprendemos, dentre tantas outras coisas, que andar com Deus diariamente á a única maneira de acertar o caminho; é a única maneira de garantir paz em meio aos combates que diariamente são travados em nossas vidas; é a única maneira de sermos melhores nessa nossa existência.

Quem anda com Deus aprende que, por mais que os seres humanos sejam importantes, nenhum deles pode substituir o lugar do Criador, o lugar da Sua essência em nós. E assim, aprende por uma íntima experiência com a vida e com o Santo, que estar sozinho não significa ser solitário, mas muitas vezes, participar assiduamente da escola da vida, significa aceitar o tempo de reflexões e de cura durante essa nossa peregrinação.

Andar longe de pessoas por um tempo (longo ou curto), não significa estar desacompanhado do sentido da vida. É quando aprendemos a depender totalmente de Deus, que mesmo em caminhos absolutamente desertos nos sentimos amparados em todas as nossas carências. O vazio próprio cheio de conformismos deixa de ser nossa habitação. 

E constatamos que solidão tem muito mais a ver com multidões.

Enviado por Daniela Gomes
http://teamomeujesus.blogspot.com.br/

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